segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Komila Nakova leva você até o PRAVDA. Verdade!

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O Pravda (no alfabeto cirílico Пра́вда, "verdade") foi o principal jornal da União Soviética e um órgão oficial do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética entre 1918 e 1991. O jornal continua em circulação na Rússia. Ficou conhecido nos países ocidentais por seus pronunciamentos durante o período da Guerra Fria.

O Pravda original foi fundado por Leon Trotsky como um jornal Social-democrata russo voltado para os operários. O jornal era publicado no exterior para evitar censura e de lá enviado para dentro da Rússia. A primeira edição foi publicada em Viena, capital da Áustria, em 3 de outubro de 1908. A redação era constituída por Trotsky e, em épocas diferentes, Victor Kopp, Adolf Joffe e Matvey Skobelev. Os dois últimos tinham pais ricos e sustentavam o jornal financeiramente.

Em seguida Lenin passou a editar o PRAVDA em território russo. Apesar de Lenin e os bolcheviques editarem muitos jornais dentro e fora da Rússia antes da tomada de poder em 1917, foi esta versão do Pravda de 1912-1914 (junto com a Iskra em 1900-1903) que foi mais tarde considerado pelos comunistas como o verdadeiro precursor do jornal oficial, pós-1917, Pravda.

Atualmente o Pravda.ru é uma grande empresa de notícias e opinião na Internet. A edição digital periódica, Pravda.ru, tem licença do Ministério da Imprensa da Rússia ¹ ÝË-2037, 03.11.1999.

Pravda.ru foi a primeira empresa na Runet (Internet russa) a editar notícias. Este trabalho começou em Outubro de 2000, em versão inglesa, e é atualmente a edição online mais popular, no que toca à frequência de citações e de renovação da informação. Tem versão em português e existem planos para publicar versões em chinês e árabe. O Pravda.ru tem uma reputação estável e sólida e mantém-se num ranking muito alto.

É visitada mensalmente por 4 milhões de internautas e o número diário de pageviews é de 250 mil. A Pravda.ru compreende as seguintes edições: Pravda.ru - notícias e análise em russo; English.pravda.ru – em inglês; Port.pravda.ru- em português; Italian.pravda.ru – em italiano; Electorat.info – edição dedicada aos eleitores e às eleições a todos os níveis . Yoki.ru - edição especial de informação para jovens; Pravda.ru/foto/- uma fotogaleria exclusiva; Farc.ru - portal recreativo e informático; e Escover.ru - edição informática e analítica dedicada à ecologia.”

Visite o site do PRAVDA edição especial em português.


Komila Nakova, montada no Goober, terá imenso prazer em levar você até lá...

http://port.pravda.ru/

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sábado, 8 de agosto de 2009

Entre a ficção e a realidade, o sorriso cínico de William Waack

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Os caminhos da cucaracha - Edição Especial


A ÉTICA DO COWBOY E O CAPACHO


Raul Longo

Quem não assistiu ao Jornal da Globo ontem (5/8), perdeu um clássico do west-spaguetti estrelado pelo general James Jones, assessor de segurança nacional de Obama, com todos os ingredientes das macarrônicas produções do gênero.

O próprio general Jones não fica nada a dever pro John Wayne. Aquela mesma inexpressividade estática. Lembram-se de como beijando, atirando, dando porrada ou cavalgando, Wayne mantinha o mesmo olho cambado de quem já nasceu fazendo mira na ponta do cano de uma arma?

Mas Wayne não conseguia manter os braços inalterados. Todo o corpo e o rosto segura a postura de durão, mas os braços se moviam diferentemente em cada cena. Sempre meio afastados do coldre, como quem está pronto a sacar, é verdade, mas dobrava os cotovelos. Não conseguia ficar sem dobrar os cotovelos.

Já o general consegue. Fosse de outra geração, daria um excelente Robocop.

Agora adivinhem quem fez o papel de bandidão facinoroso de maus-bofes? Stálin? Não! Khruschov? Não! Fidel? Esse já caiu de moda. Mao Tse Tung? Hitler? Ben Laden?

Claro que todos sabem! Ele mesmo! Entrando pela ponta esquerda do ringue para suas vaias: o sujo, o golpe-baixo, o traiçoeeeiro Hugo Chávez!

Mas voltando ao farwest, no papel de heroína, de donzela amarrada aos trilhos do trem da história: Álvaro Uribe, cercado pelas FARC, comandadas por Cavalo Louco, Touro Sentado e Lobo Cinzento.

Emocionante! Tem até a Cavalaria pronta para sair das Bases Americanas (americanas lá deles, porque a nossa América sempre foi outra deste o tempo dos Sioux, Comanches, Crows, etc.) ou Forte Apache com aquela cornetinha tocando o tátá-ra-tá-tá que levava a molecada das matinês ao delírio!



Como em toda boa matinê, apesar do adiantado do horário do telejornal, teve até o momento edificante quando Jones Wayne recorre a clássica ética de bom mocinho de filme de cowboy que sempre oferece a própria arma ao pulha do bandido, antes de ser obrigado a mandar a alma do famigerado para dentro de um caixão de álamo.

Mocinho que se preze jamais atira em bandido desarmado! Por isso armaram o Sadam antes de massacrar o Iraque; armaram os Talibãs antes de massacrar os Afegãos. Seguindo o roteiro, Jones explicou ter vindo ao Brasil oferecer armas em troca de um boquinha no Pré-Sal da Petrobrás.

Aí é que entra em cena William Waack concorrendo ao Oscar de melhor ator coadjuvante no papel de El Capacho. Pensam que ele se limitou àquele sorrisinho sardônico que já o notabilizou quando quer sugerir que o Presidente Lula é uma bobagem? Naaada! Bill Waack se superou numa magnífica interpretação capaz de botar qualquer Lee Marvin e Clint Eastwood no papel de cocô de cavalo do bandido.

Além de dublar a última fala do galã Jones Wayne num raro momento de savoir-faire na seriedade própria da dureza da vida do Velho Oeste, admitindo em natural humor de general norte-americano que do mundo espera, no mínimo, pronta obediência, o que o Waack traduziu babando de gozo: "Fico muito satisfeito quando retornam meus telefonemas", disse o general.

Para bom entendedor ficou claro que alguém aqui no Brasil não anda atendendo telefone. Não fosse isso, por certo não receberíamos a visita do cowboy.

Waack não esclareceu se o general veio vender ou apontar mísseis em troca do pré-sal, mas seu olhar e satisfação, sem dúvida foi a melhor interpretação de El Capacho em toda a história da cinematografia internacional.


The End

Para quem não assistiu ao Jornal da Globo do dia 5/8, o Goober leva você até os estúdios da Rede Globo e manda reprisar tudo...

http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL1256487-16021,00-ENTREVISTA+EXCLUSIVA+DO+GENERAL+JAMES+JONES+ASSESSOR+DE+SEGURANCA+NACIONAL+.html

Raul Longo
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Raul Longo é jornalista, escritor e colaborador da AAA - PressAA

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Imperialistas, resistência, massacres, entreguistas, enganadores e tantas outras sacanagens com nuestra América Latina

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Os caminhos da cucaracha 2


AMÉRICA LATINA PASSO-A-PASSO

O que nos aproxima no espaço e no tempo?

Por Raul Longo


México - 1810 - Iniciam-se as lutas pela Independência, travadas entre colonialistas aristocratas pró El Rei de Espanha e colonialista liberais pró Napoleão de França. A independência é assinada em 1821 pelo vice-rei de Espanha e o general espanhol Agustín Iturbide que se proclama Imperador, sendo destronado em 1823 por António Lopez de Santa Anna.

As elites fundiárias elegem um primeiro presidente para o período 1824-1828, mas depois desse período disputam o poder em série de conflitos entre aristocratas e liberais. Santa Anna intervém nessas disputas assumindo o poder por 11 vezes (5 sob apoio dos liberais e 6 dos conservadores).

Aproveitando-se daquela disputa entre as elites mexicanas, em 1841 os Estados Unidos anexa a República do Texas, hoje os estados norte-americanos do Texas, Colorado, Kansas, Novo México, Oklahoma e Wyoming. Em 1848 incorporaram do México os atuais estados norte-americanos do Arizona, Califórnia, Utah e Nevada, tomando mais da metade do país latino-americano.

Apesar de terem enfrentado e derrotado o General Santa Anna na luta pela posse de alguns desses territórios, os Estados Unidos o restituem como ditador do México em 1853 para conter as disputas entre as elites fundiárias. Mais tarde os Estados Unidos auxiliaram na deposição de Santa Anna.

Assume Benito Juárez, com intensa guerra civil entre conservadores e liberais apoiados pelos Estados Unidos. Promulga-se uma constituição extinguindo os poderes da Igreja dentro do Estado, mas as guerras entre as elites leva o México à profunda dívida externa com a França que negocia com Espanha e Inglaterra a invasão da província litorânea de Veracruz, enquanto invade a cidade do México, onde Napoleão III empossa como Imperador do país ao austríaco Maximiliano de Habsburgo, executado por Juárez em 1867.

Juárez governou até sua morte em 1872 sendo sucedido por Sebástian Lerdo de Tejada que, em 1876, foi sucedido pelo tirano Porfírio Diaz que promoveu concentração de terras, privilegiou a especulação estrangeira e o trabalho escravo de camponeses e indígenas. Em seu governo, a maior parte do capital investido no México era francês, seguido do inglês, estadunidense, alemão e espanhol.

Em 1910, Francisco Madero, um intelectual de família abastada de origem portuguesa, lidera da prisão o início da Revolução Mexicana na qual participaram as forças populares campesinas do sul, comandada por Emiliano Zapata, e ao norte por Pancho Villa. Derrotam o exército de Porfírio Diaz.

Madero foi executado em 1913 pelo golpe de estado conspirado entre seu Ministro da Guerra: Victoriano Huerta, e Henry Lane Wilson, embaixador dos Estados Unidos no México.

Emiliano Zapata foi morto por ardil traiçoeiro do exército mexicano em 1919, mas antes, ainda aliado à Pancho Villa, lutou contra o golpista General Huerta, ao qual depuseram em 1914. Assume um dos aliados revolucionários: Venustiano Carranza que, traindo os compromissos com forças populares, não realiza as reformas prometidas aos camponeses. É combatido pelos antigos aliados num processo que culmina com a morte de Zapata e de Villa em 1923, através de apoio logístico e armamentista norte-americano.

Em uma de suas fugas, o exército guerrilheiro de Pancho Villa adentrou a pequena e fronteiriça cidade de Columbus, no Novo México, derrotando os 350 soldados do Forte Camp Furlong. Segundo estimativas estadunidenses, o "bando" de Villa compunha-se de 500 camponeses armados.

O presidente norte-americano Woodrow Wilson ordenou uma represália que mobilizou força expedicionária de 4.800 homens, penetrando 480 kms. no território de Chihuahua com caminhões, aviões e veículos de combate. Não encontraram Pancho, escondido em Sierra Madre, mas em 1916 massacraram a população de um pequeno povoado que se indispôs à passagem do exército norte-americano, no episódio que ficou conhecido como Affair Carrizal.

Apesar do apoio ao governo mexicano, quando protestou pela morte dos civis Wilson respondeu com a mobilização de 75 mil integrantes da Guarda Nacional norte-americana. Historiadores comentam que então apenas não se iniciou uma nova guerra Estados Unidos x México, pela eclosão da Primeira Guerra Mundial na Europa. Mas quando o exército norte-americano retornou ao país em 1917, o efetivo expedicionário somava aproximadamente 10.700 oficiais e soldados que jamais conseguiram localizar Pancho Villa e seu exército de camponeses. Villa só foi morto quando já não mais guerrilheiro, numa emboscada ao carro em que se dirigia à uma festa familiar, alvejado por 47 balas.

Mas a Revolução Mexicana, que muitos historiadores compreendem com uma das mais longas guerras-civis da história, só é considerada por muitos como finda de fato com a criação do Partido Revolucionário Institucional - PRI em 1929.

Em 1934 assume o 4º presidente mexicano eleito pelo PRI: Lázaro Cardenas, que estabeleceu as regras para que o partido viesse a governar com plenos poderes durante décadas. Por outro lado, Cardenas nacionalizou a produção petrolífera e energética, iniciou a reforma agrária, promoveu a educação e concedeu asilo aos exilados da Guerra Civil Espanhola. No entanto, seu sucessor, Manuel Ávila Camacho, como primeiro presidente da política de aparelho sob o domínio do PRI (que se manteve até o ano 2000), favoreceu o investimento estrangeiro, congelou salários, reprimiu grevistas e oposicionistas, revogou as reformas do antecessor do mesmo partido com emendas constitucionais protecionistas às elites fundiárias, confirmadas por todos os presidentes mexicanos que vieram desde então.

Desde a II Guerra Mundial o México passou por diversas crises econômicas e sérias convulsões sociais. Em 1968 a cidade de Tlatelolco abrigou a realização dos Jogos Olímpicos. A repressão a uma manifestação estudantil às vésperas da abertura dos jogos deixou o saldo de 300 mortos segundo algumas versões, embora se cogite em mais de 1.000 mortos entre a tarde e a noite de 2 de Outubro de 1968. Testemunhas afirmam ter presenciado os corpos sendo recolhidos em caminhões de lixo. O próprio Ministro do Interior, Luís Echeverría Alves (posteriormente presidente do México), que ordenou o massacre, reconheceu que os estudantes, trabalhadores, e todos os participantes da manifestação pacífica de protesto, estavam desarmados.

Em 2003 o Naticional Security Archive da George Washington University apurou através de documentos da CIA, do Pentágono, do Departamento de Estado, do FBI e da Casa Branca, o envolvimento dos Estados Unidos no Massacre de Tlatelolco [1968], fornecendo ao governo mexicano armas, munições, material de comunicação, equipamentos para treinamento anti-motins e manifestações populares, além de relatórios de acompanhamento e monitoração de todas as atividades estudantis.
Em 2006 Echeverría foi acusado de genocídio, mas um mês depois, judicialmente considerado como prescrito por questões de tempo processual.

O PRI veio a bancarrota após falir o país com sua política de dependência econômica dos Estados Unidos, levando o país ao caos e a mais profunda recessão de sua história em Dezembro de 1984. Diversos países de governos igualmente subservientes foram afetados, como o Brasil que em razão da Crise Mexicana recorreu ao FMI aumentando substancialmente nossa dívida externa.

Por estupidez ou espúrio caráter entreguista e colonizado, sempre há quem compute os problemas dos países latino-americanos aos seus próprios povos, escondendo a origem desses problemas nas elites corruptas de origem européia e nos capitalistas corruptores do hemisfério norte, sobretudo dos Estados Unidos. Mas a história demonstra, passo a passo, que assim como o Brasil, o México também é Honduras no espaço e no tempo.

Raul Longo é jornalista, escritor e colabora com a AAA - PressAA

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HONDURAS

Enviado por Salvador Tió


¿Qué busca Washington enviando al embajador norteamericano en Honduras, Hugo Llorens a entrevistarse con Manuel Zelaya en Managua?

La entrevista a Manuel Zelaya en Managua

José Torres - Rebelión

El pasado 31 de julio tuvo lugar una importante entrevista en Managua. El presidente constitucional Manuel Zelaya, tras la reunión mantenida con el embajador de EEUU en Honduras, Hugo Llorens, accedió a entrevistarse por el periodista Alberto Mora del televisivo Canal 4, propiedad del FSLN. Por la importancia de sus palabras y del momento crítico en que se encuentra la lucha por la restauración democrática en Honduras, merece la pena su consulta. [1] . Situemos brevemente los elementos principales de la crisis, las maniobras del bloque golpista y el estado de la correlación de las fuerzas puestas en movimiento en un proceso donde el conflicto se internacionaliza más allá de Centroamérica.

Tras la rápida reacción inicial de los dirigentes del ALBA, que no dudaron en presentarse en Nicaragua al día siguiente del golpe --28 de junio pasado-- para denunciarlo, dar todo su apoyo a Zelaya y defender el restablecimiento de la democracia en la vecina Honduras, los acontecimientos se han sucedido con velocidad de vértigo y siempre en un fuerte pulso donde el tiempo ganado por los golpistas comenzaba a ir contra la credibilidad de la Administración Obama, acusado de debilidad frente los usurpadores.

La movilización popular hondureña comenzó al día siguiente del derrocamiento y se ha ido extendiendo por todo el mundo. Al cabo de unas semanas se formó el Frente Nacional contra el Golpe de Estado que ha organizado un importante movimiento pacífico, enfrentando una feroz represión, dejando numerosas víctimas, muertos, desparecidos y detenidos y suscitando un movimiento de solidaridad internacional creciente aunque frenado por la manipulación del poder mediático especializado en desinformar y presentar a los golpistas como factibles triunfadores.

Simultáneamente el Presidente constitucional Manuel Zelaya, tras el fracaso del plan inicial de Oscar Árias, que para más INRI fue rechazado por los Golpistas, no se acobardó. Contando con las declaraciones de todo el mundo a favor de su reposición y fortalecido tras lucha popular, llamó a la insurrección --porque es legítimo la rebelión contra los usurpadores y tiranos-- y se trasladó al norte de Nicaragua, en Ocotal, para adentrase en Honduras.

Los toques de queda y la represión de la policía y las FF.AA. fueron la respuesta de los tiranos, pero la tibieza de los países desarrollados y el apoyo de los halcones del complejo militar norteamericano --en particular los oscuros personajes que se han perpetuados en el poder de los servicios de inteligencia y el Pentágono John Negroponte, Otto Reich [2]--, reafirmaron a los Golpistas. Enardecidos por estos apoyos, atreviéndose a desafiar a la comunidad internacional con mentiras como catedrales, como la carta falsa firmada por Zelaya renunciando a la presidencia y otros inventos, se mostraban muy ufanos. Pero al crecer la resistencia popular y la firmeza de Zelaya, la situación se volvió contradictoria para los EEUU, donde la Administración Obama no parecía controlar tampoco la situación.

El bloque golpista recurrió a amenazar al Gobierno sandinista de Nicaragua (incluso la oposición política se pronunció a favor de Micheletti) y comenzó a crear las condiciones para ejecutar una espectacular operación militar a cargo del Ejército de Honduras, con la ayuda de la base norteamericana de Soto Grande y asesores israelíes [3] , mediante la cual entrarían en territorio nicaragüense a secuestrar a Zelaya, destrozarían su apoyo de los 100 o 200 seguidores que se encontraban en Ocotal sin alimentos, ropa y lugar donde cobijarse, condenados de alguna manera a tener que montar una resistencia disciplinada que Zelaya la llamó Ejército Popular Pacífico, pero que comenzó a ser acusado tanto por LA PRENSA de Honduras, como LA PRENSA de Nicaragua (del bloque golpista) como financiadas por la FARC y otras mentiras más pero que ponían a huevo la posibilidad de esa operación militar de secuestro y “limpieza” con apresamientos, la cual causaría un efecto espectacular ante la opinión pública y la una afrenta para el Ejército de Nicaragua, derivando la crisis en una peligrosa confrontación NICARAGUA-HODURAS. Este riesgo fue denunciado por Daniel Ortega en su discurso de Aniversario de la Fuerza Aérea de Nicaragua ante la cúpula militar en Managua [4]

Evidentemente Nicaragua no podía hospedar por más tiempo a Manuel Zelaya en Ocotal, pues la guerra mediática ya estaba preparando a la opinión lectora. Esto demuestra una vez más que no vivimos en un mundo donde la verdad triunfa sino la fuerza. Y así está siendo desde que se aprobara en la desgraciadaza era Bush, el principio rector de la guerra preventiva como táctica endiablada. La UE ha sido arrastrada a esa barbaridad y ahora más con el avance de la derecha.

En este ambiente crispado es cuando Hugo Llorens llama a Manuel Zelaya y le pide la reunión en Ocotal mismo, nada menos, pero el Presidente derrocado se la cambió por Managua. En cualquier caso el tiempo de huésped en Nicaragua estaba llamado a su fin y esta es la razón por la que México tomo el relevo de anfitrión de Zelaya. Con este cambio los EEUU retomaban el control de la crisis. Simultáneamente esos días el bloque golpista asesinó a dos profesores en el fragor de las movilizaciones. Todo estaba perfectamente sincronizado para debilitar la fuerza popular y a su aclamado Presidente contra los tiranos.

Ahora, todos los indicios muestran que la nueva corte conciliadora de los Oscar Arias, Iglesias e Insulzas retoman el control de la crisis. Designados por Washingon para recomponer el estropicio, van a pedir a Zelaya concesiones humillantes para el movimiento democrático-popular, pero él ya ha advertido -en la entrevista lo podrán ver- que no aceptará se recompense a los golpistas, cosa que contradice su original aceptación de una amnistía . Por lo tanto la reposición del Presidente constitucional y la vuelta a la normalidad democrática no parece que será de fácil gestión. El bloque golpista tratará de nuevo de ganar tiempo. Solo cuando Washington se vea enfangado de nuevo podrá tomar medidas enérgicas. Peor dependiendo de si son los halcones en lugar de las palomas , estas medidas en lugar de ir contra los Golpistas podrían ir contra Nicaragua, Venezuela y demás países miembros del ALBA. Desde luego lo que es difícil negar es que el llamado “populismo” ha llegado al poder mediante las elecciones cosa que los Micheletti no. Y que la acusación de “perpetuidad en el poder” suena a chiste si tomamos en cuenta que las bases militares, las intervenciones del Norte, los generales y los cuadros del complejo militar industrial estadounidense son los mismos desde que el Presidente Monroe formulara su doctrina.

José Torres es Presidente de la Fundación RUBEN DARIO-CAMPO CIUDAD

Notas

[1] Entrevista al Presidente José Manuel Zelaya Rosales, etc. Revista En Vivo con Alberto Mora. http://tortillaconsal..com/tortilla/es/node/2461
[2] “HONDURAS”, RAMONET http://www.rebelion.org/noticia.php?id=89600
[3] Comunicado del Frente Nacional contra el Golpe de Estado. Sólo Israel reconoció a los Golpistas. http://contraelgolpedeestadohn.blogspot.com/
Ver la sorprendente entrevista que hace el periodista sueco Dick Emanuelsson a René Andrés Pavón Presidente del Comité de Derechos Humanos de Honduras, CODEH, del 4 de agosto de 2009. http://www.radiolaprimerisima.com/noticias/general/57906
[4] Ejército de Honduras debe rectificar y salvar honor de Fuerzas Armadas. LA VOZ DEL SANDINISMO, 1 de agosto de 2009. http://www.el19digital.com/index.php?option=com_content&task=view&id=5404&Itemid=12

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Yes! Nós temos Obama

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UMA REALIDADE LATINO-AMERICANA E O BRASIL


Laerte Braga


Brasileiros, temos sido, historicamente, omissos na luta latino-americana por uma realidade diferente da imposta pelos Estados Unidos. O caso de Honduras é exemplar. A própria História do Brasil se apresenta distinta da História dos países de língua espanhola. O ufanismo de nossas dimensões continentais não nos permitiu perceber, ainda, que nossa realidade se encontra à nossa frente nos países latino-americanos, nunca em Washington.

Percebo com freqüência reações ao termo bolivarianismo, seguidas da pergunta “o que temos com Simon Bolívar?” Temos a pretensão de sermos parte da Europa, a África é apenas uma escala para vôos a Paris e uma ignorância sem tamanho sobre nossas raízes – nacionais -, as raízes dos povos irmãos da América Latina e que não temos sido senão instrumento do capitalismo mais perverso que se possa imaginar, quando achamos que somos hoje os EUA de cinqüenta anos atrás e o destino nos reserva um papel relevante no mundo.

É exatamente como pensávamos na década de 50 do século passado. Que em 2000 seríamos o novo Estados Unidos.

O primeiro ponto é que nenhum país será um novo EUA pelo simples fato que a cada EUA que surgir o fim do planeta fica mais próximo. Leonardo Boff mostrou isso de forma incontestável num artigo magistral a semana passada. Seriam necessários cem planetas semelhantes ao nosso para que todos os países do mundo tivessem o mesmo nível de consumo que os norte-americanos.

Não vamos para a ALCA (embora as elites do país vizinho São Paulo estejam loucas para isso) para não virar um México, depósito de lixo dos EUA e do Canadá, mas não mergulhamos de corpo e alma no processo de transformação e unidade latino-americana porque afinal, são índios, são povos diferentes.

Somos penta-campeões mundiais, somos isso e aquilo, cada dia a Europa ser curva ao Brasil, como gostam de dizer colunistas sociais. Chegam em levas por aqui em busca de bundas de mulheres brasileiras vendidas a um custo baixo por agências de turismo européias e norte-americanos.

O brasileiro não percebe que é colonizado. Sub-EUA. E vai ser sempre assim.

Pensamos como eles, os norte-americanos, mas não vivemos como eles.


E não percebemos que temos sido o agente principal no processo de dominação da América Latina. De golpes de estado, de ditaduras brutais e violentas. Não conseguimos perceber que Obama é um boneco de propaganda e não um presidente. Um garçom e não um chefe de estado e governo.

O que foi o golpe de 1964? O presidente dos EUA Lyndon Johnson designou o general Vernon Walthers para comandar as forças armadas brasileiras, o embaixador Lincoln Gordon para gerenciar o esquema FIESP/DASLU para além das fronteiras de São Paulo, juntaram os latifundiários e se arvoraram em protetores da “democracia”.

Enquadraram generais, deputados, senadores, transformaram o País num imenso território ocupado pela ideologia McDonalds e num grande campo de concentração que mais à frente se juntou a outros nos países latino-americanos onde as ditaduras prosperaram, tudo no pomposo nome de Operação Condor.

Fomos apenas os policiais um pouco mais categorizados, mas não menos brutais que os generais chilenos, argentinos, uruguaios, etc.

O governo seguinte, o de Nixon, definiu esse tipo de situação com clareza – “para onde se inclinar o Brasil, se inclinará a América Latina” –.

Lula parece ser aquele sujeito que imagina correr cem metros e quando chega a setenta, percebe que está à frente, pára e começa a afirmar que bastam os setenta para provar que podemos chegar aos cem. Só que aí voltamos ao marco zero.

Mergulhamos em crises desnecessárias com o tal argumento da governabilidade, enfiando numa viola que deveria tocar afinada, músicos de péssima catadura como Sarney, Renan, Jereissati, Virgílio, Serra, Aécio e outros, todos ufanistas com as praias do “meu Brasil.”

Onde? Um condomínio fechado no estado do Rio de Janeiro, aquele que o governador está colocando muros para separar as favelas da “civilização,” proíbe a circulação de pessoas para chegar a uma determinada praia e aí, na prática, privatiza a praia. É em Parati.

Para o povão, seja classe média inclusive, haja REDE GLOBO, haja VEJA, acha infográfico na FOLHA DE SÃO PAULO, haja ventos monárquicos e escravagistas no ESTADO DE SÃO PAULO e toda mulher acredita que vira modelo e casa com Bradd Pitt, como todo homem acredita que na sua vida vai aparecer uma Madona.

Nesse caso lambuza o sanduíche todo de catchup. Marlene Dietrich dizia que catchup era “coisa de americano que come tudo com gosto de catchup, tudo tem o mesmo gosto”. Mas é importante o pacotinho. Aquele que muita gente enfia no bolso antes de sair, no pressuposto que está passando a perna na multinacional, sem saber que ela adora aquilo. Dali a comprar um vidro de litro é um passo.

Nessa presunção toda que somos o Brasil de milhões de quilômetros quadrados não somos nada. Pouco mais que um México, bem menos que um EUA e de costas voltadas para a História.

Se um bando de generais comprados, associados a uma elite podre (semelhante à nossa), dão um golpe de estado e assumem o controle de um país de dimensões territoriais pequenas como Honduras, tudo bem, é um golpe, mas fazer o que?

O problema é deles? Chávez é aquela figura caricata que a GLOBO mostra deliberadamente? Evo é um índio?

Vai fazer o que? Chamar os ossos do general Custer para enfrentar esse bando de Crazy Horse?

O general Heleno para proclamar a república da VALE?

Ouvir do fundo do túmulo a voz de um crápula lato senso, Fernando Henrique Cardoso falando em modernidade?

O conceito de democracia não precisa necessariamente significar o governo da maioria. A maioria não tem a menor idéia que exista vida fora da REDE GLOBO. E um mundo diferente da fantasia do JORNAL NACIONAL. Quando Bonner chama o telespectador padrão de Homer Simpson ele sabe que esse paspalho vai achar engraçado e aceitar conformado esse papel de idiota.

Já foi domado, dominado e está domesticado.

“Pensa como americano, mas não vive como americano.”

A luta bolivariana no sentido de se construir uma sociedade socialista, democrática e popular passa pelos movimentos de base. Passar por enfrentar as elites e passa por rejeitar esse modelo em todos os sentidos, perceber que, no máximo, no máximo, o institucional é um instrumento. E de pouca validade.

Toda essa parafernália que chamam de republicana é apenas a camisa de força dos donos, ou o chicote dos senhores de escravos.

Honduras é uma luta de todos os povos latino-americanos. Há que se esgotar todos os recursos possíveis de luta pacífica, mas não se pode descartar a hipótese de enfrentamento aberto dos generais boçais que ocupam o governo a mando das elites e nem de alijar essas elites da forma que for possível de qualquer capacidade de decisão.

Elites são podres, são apátridas e servem a um único dono.

Somos latino-americanos sim. Somos argentinos, chilenos, paraguaios, bolivianos, venezuelanos, hondurenhos, equatorianos. Somos inclusive peruanos e colombianos que enfrentam governos do narcotráfico. Somos nicaragüenses e somos salvadorenhos e hondurenhos.

E se assim não o entendermos breve não seremos um nada maior ainda. Um gigante imóvel e bobalhão dominado por elites desavergonhadas e fétidas.

O golpe em Honduras sinaliza, o primeiro sinal, que é hora de nos aprontarmos para lutas muito maiores, de maior envergadura. Daqui a pouco designam para cá um general como fizeram em 1964 e um embaixador para abrir portas da frente e dos fundos para toda a súcia que controla o Brasil.

E dizem que os irmãos da América Central são de “repúblicas bananas”. São não. Estão lutando, dando vidas pela liberdade. Cuba está aí de pé.

Bananas somos nós.





















Laerte Braga é jornalista, escritor e cineasta. Nas horas vagas, colaborador da Agência Assaz Atroz.

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sábado, 1 de agosto de 2009

No meio do caminho tinha tanto urubu que foi preciso tapar o nariz para atravessar a Esplanada e chegar ao Planalto

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No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha um pedro
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha um pedro no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

* * *

Eles ouvem Mozart, Beethoven, Ravel... Eles leem Rimbaud, Baudelaire, Shakespeare... Eles declamam Drummond, João Cabral de Melo Neto, Manuel Bandeira e tantos outros; mas não entendem patavina! Pois, se entendessem, não fariam nem mesmo diriam tanta merda.

Fernando Soares Campos

* * *

Por favor, me poupem...

Sonia Montenegro 1/7/2009, para a AAA - PressAA

Sempre que eu argumento que a corrupção do PT, o chamado “mensalão” foi um caixa-2 para campanhas eleitorais, que aliás, diversos políticos já confessaram ter feito, como Arthur Virgílio (PSDB-AM), Roberto Brant (DEM-MG), Roberto Jefferson (PTB-RJ), etc. O último, o que denunciou o caixa-2 do PT, chamando de “mensalão”, já desafiou o plenário lotado, para que erguesse a mão aquele o parlamentar que nunca tivesse feito caixa-2 em campanha. Ninguém, absolutamente nenhum dos presentes a ergueu! A única diferença entre eles, é que quando é com o PT, a imprensa noticia com lente de aumento. Tudo fica mais grave e pior.

Aí vem a contestação: “Mas logo o PT, que empunhava a bandeira da ética?” Só que ninguém questiona a razão que levou o partido a ser identificado pela “bandeira da ética”. Obviamente, não foi apenas pelo discurso, porque nunca se viu um partido ou político afirmar que quer ser eleito para roubar, portanto, a razão que levou o PT a ser considerado um partido ético foi exatamente a sua postura e propostas de uma maior transparência na política.

Por exemplo: no dia 13 de março de 2003, no começo do governo Lula, foi derrotada a emenda constitucional do senador Tião Viana (PT), para acabar com o voto secreto, para que a população pudesse saber como votaram os seus representantes. Entre aqueles que votaram contra, estavam: Arthur Virgílio, Tasso Jereissati e Eduardo Azeredo (PSDB), Cesar Borges, Heráclito Fortes, Agripino Maia, e Marco Maciel (PFL/DEM), etc.

Justiça se faça, o PT sempre foi um partido favorável ao financiamento público de campanha, e as “vestais” do PSDB e DEM contra, bem como a grande imprensa, que alega que “certos” políticos querem que a população “ainda” financie suas campanhas
eleitorais, como se o dinheiro do caixa-2 nascesse em árvore. É querer abusar MUITO da nossa inteligência! Claro que a imprensa não quer baratear o custo das campanhas, porque é um tempo em que ela fatura ALTO! E o pior, consegue com os argumentos que atendem exclusivamente aos seus próprios interesses, convencer muita gente bem-intencionada, principalmente as do tipo que “detestam política”.

Aí acontecem os chavões: “então você acha que um erro justifica outro?”, ou “você acha que os meios justificam os fins?”, como se dissessem: “então você é a favor da corrupção?”.

Não, eu não sou definitivamente a favor da corrupção, mas acho que “certos” meios podem justificar certos “fins” SIM. Um bom exemplo disso foi o que fez o Betinho, que recebeu dinheiro de um bicheiro para aliviar a dor de seres humanos que haviam contraído a AIDS. Na época, foi vilmente atacado pela mesma imprensa hipócrita que o santificou após a morte (como se ela fosse algum exemplo de ética). Que falta o Betinho nos faz, e como deve ter sofrido naqueles dias...

O PT chegou à presidência e melhorou o país em todos os aspectos, inclusive no combate à corrupção. Diferentemente do governo anterior, o Procurador Geral da República é escolhido por eleição direta entre os Procuradores, tem total independência, e já denunciou inclusive petistas. Se em toda família tem sempre uma "ovelha-negra", nos condomínios, nos círculos sociais, nas escolas, nas igrejas etc, como pretender que um partido político seja diferente?

No governo FHC, o cargo foi ocupado por Geraldo Brindeiro, por escolha dele e reconduzido até o fim de seu mandato, cujo apelido era “engavetador geral da república”, porque não levou adiante nenhuma denúncia contra o governo e seus muitos aliados.

A CGU - Controladoria Geral da União foi um órgão criado por FHC para evitar que fosse criada uma CPI para apurar uma superabundância de denúncias de corrupção contra o seu governo. Colocou lá a Dona Anadia, que não apurou nada, só aumentou nossas despesas.

No atual governo, a CGU tem atuado com independência, e é responsável pela demissão de diversos prefeitos, cujos números assustam. Só para dar uma idéia, nos últimos 6 anos 2.179 servidores que foram flagrados em atos de corrupção, ou seja, 363 por ano, ou quase 1 por dia!

A Polícia Federal deste governo mudou radicalmente a visão que os brasileiros tinham dela. Foi aparelhada e treinada, e anda aí desmascarando um monte de criminoso de colarinho branco. Aliás, as denúncias que a imprensa exibe são apurações feitas exatamente pela PF, pela CGU ou pela PGR.

Como o Brasil é um país com mais de 500 anos de corrupção e essas instituições estão funcionando republicanamente, muita coisa está sendo denunciada, e a imprensa diz que “esse é o governo mais corrupto da história do Brasil”. Convenhamos! O que querem é que a PF se encarregue apenas dos ladrões de galinha, tanto que quando desbaratou o tráfico criminoso da Daslu, inaugurada pelo Alckmin (PSDB-SP) e onde sua filha trabalha, o ACM (DEM-BA) chorou... Que patético!

Quando eu digo que não é verdade o que a imprensa pretende nos impor, e afirmo que a corrupção no governo FHC foi infinitamente maior, pela falta de argumento mais convincente, vem a ladainha: “Ladrão de tostão, ladrão de milhão”. Estou certa de que, quem inventou essa máxima foi um ladrão de milhão, porque é uma terrível hipocrisia!

Mas gostaria de ir um pouco além, e ousar dizer que considero hoje, diante das regras eleitorais vigentes, o roubo para fazer caixa-2 infinitamente menos grave do que o roubo para botar dinheiro no bolso. Estes casos deveriam ter prioridade de julgamento, por juízes incorruptíveis, respondendo inclusive pelos danos que seus roubos causaram. Meu sonho utópico de pena não seria a prisão, mas a o confisco de todos os bens, e serem obrigados a viver com 1 salário-mínimo até o último de seus dias. E se alguém tentasse dar uma ajudinha, estaria condenado à mesma pena (rs).

FHC foi o presidente contemporâneo campeão mundial no aumento da carga tributária, de 27,9% para 35,86% do PIB, privatizou 76% do patrimônio público, aumentou em 12 vezes a dívida interna e mais que dobrou a externa. Por 3 vezes obteve empréstimos junto ao FMI e Banco Mundial, congelou os salários dos funcionários públicos, pensionistas e militares e a tabela de imposto de renda, fazendo com que os trabalhadores tivessem que pagar mais imposto de renda a cada atualização do salário (ou seja, a correção pela inflação e não a progressão salarial), o salário-mínimo foi corrigido com valores abaixo da inflação. Com tudo isso, FHC não investiu em infra-estrutura: os portos, aeroportos e estradas que não privatizou, foram sucateados e não investiu nem em energia elétrica, que resultou no apagão.

Segundo a Carta Capital de 22/7/09, no último dia 16, o TCU - Tribunal de Contas da União aprovou, por unanimidade, o relatório que valoriza o prejuízo do país por causa do apagão: R$ 45 bilhões (quarenta e cinco bilhões de reais), que daria para construir 6 hidrelétricas de grande porte.

Já o governo Lula, sem privatizar absolutamente nada, mesmo perdendo a CPMF no 2º
mandato, pagou a dívida externa e hoje somos credores internacionais, o que recupera a nossa soberania, porque o FMI dava o pão, e principalmente a “instrução”.

Lula aumentou os servidores públicos, pensionistas e militares, corrigiu a tabela do imposto de renda e concedeu aumentos reais ao salário mínimo, sem contar os milhões de miseráveis que ele tirou da condição extrema pobreza, programa muito combatido pela FIESP e pela imprensa, mas elogiado mundialmente.

Nunca se divulgou que o Delúbio tenha ficado milionário com o chamado “mensalão”. Denunciou-se compra de fazendas milionárias por um filho do Lula em 1ª página, e foram obrigados a desmentir em notinhas pequenas perdidas nas páginas internas dos jornais.

Porém, infelizmente, não foram poucos os que enriqueceram no governo FHC, e nem dá para citar todos, até porque muitos casos não foram nem divulgados, mas exemplos como: os jovens Marcello e Daniel Mendonça de Barros, filhos do economista tucano Luiz Carlos Mendonça de Barros, cuja corretora, a Link, tornou-se, em apenas 4 meses, a 3ª maior do país, favorecida por informação privilegiada na privatização da Telebrás; o Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity, que enriqueceu com a privataria; o Ricardo Sérgio de Oliveira, autor da famosa frase: “Estamos no limite da nossa irresponsabilidade”, o Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge, que liberava as verbas para enriquecer ilicitamente, “ao menos(?)” o juiz Lalau, a carta encontrada na casa do sócio, o economista Sérgio Bragança, que revela ter US$ 1,67 milhão depositados em uma conta bancária no exterior que pertenceria ao Chico Lopes, presidente do Banco Central de FHC, o economista André Lara Resende, denunciado pelo jornalista Luis Nassif em seu livro, Cabeças-de-planilha, etc e muito!!!

Sem argumentos para as comparações, os demo-tucanos diziam que o Lula tinha sorte porque o FHC tinha tido que enfrentar crises externas, mas no governo FHC, crises em países pequenos como México ou Argentina, faliram o Brasil. O Lula está enfrentando a pior crise econômica mundial depois da Grande Depressão de 1929, notadamente nas maiores economias do mundo - EUA e Europa, e nós não falimos, pelo contrário, emprestamos dinheiro para o FMI.

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PressAA
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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Extra! Revelado ménage à trois: Clinton, Condoleezza e Monica Levisky (Hillary era só voyeur)

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"Diz a TV Pública da Argentina que num agendado encontro entre Manuel Zelaya e Hillary Clinton (a Condoleezza Rice branca) será decidido o futuro da América Latina" - Raul Longo

COMPANHEIROS:

No link: http://sambaquinarede2.blogspot.com/2009/07/nao-chore-por-mim-america-latina-por.html. encontrarão abaixo de meu texto sobre Honduras, charge Tegucigolpe, chamada para entrevista do Moniz Bandeira: ilustração do site da Rádio Globo de Honduras e link para ouvir a transmissão ao vivo da Rádio Globo de Honduras que já está com a ordem de corte de energia elétrica ordenada, mas não cumprida por rebeldia dos funcionários da companhia de Energia.

O sangue está correndo em todo o país. Há poucos momentos uma bala atravessou o cérebro de um professor. Muitos estão sendo massacrados próximos à fronteira com a Venezuela.

A Rádio Globo está lançando um S.O.S internacional. Divulguem!



















Raul Longo
pousopoesia@ig.com.br
pousopoesia@gmail.com
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia
Ponta do Sambaqui, 2886
88.051-001 - Floripa/SC
Tel: (48) 3206-0047

Raul Longo é jornalista, escritor e, nas raras horas vagas, colaborador da AAA- PressAA


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terça-feira, 28 de julho de 2009

Falha de S. Paulo detona Serrassuga

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Conselho de Economia-SP:

Serrassuga, cadê o diploma?

Será que o registro dele é na Transilvânia ? O Papo Amolado reproduz troca de e-mails entre seu Editor-Assaz-Atroz-Chefe e Marcia Godoy, do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia do Estado de São Paulo).

A PressAA vai perguntar agora ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo como permite um candidato dizer que é “economista” sem ser.

Prezado Sr. Alberto Ramos.

Não consta neste CORECON/SP registro em nome do Sr. Serrassuga e/ou Sr. José Serra Chirico.

Agradecemos pelo contato e permanecemos à disposição.

Atenciosamente,


___Marcia Gomes Godoy Sá
Depto. Registro

Tel: (11) 3291-8715
Rua Libero Badaró, 425 – 14º andar – Centro – São Paulo – SP
Cep: 01009-905

Veja a ficha do “economista” José Serra no Tribunal Regional Eleitoral:

Não parece, mas é o Serrassuga

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=14959

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PressAA

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